Prefeitos de Alagoas discutem limite para cachês de artistas em festas municipais
DISCUSSÃO IMPORTANTE
Adriano Maciel Prefeitos de Alagoas discutem limite para cachês de artistas em festas municipais.

Prefeitos de Alagoas discutem limite para cachês de artistas em festas municipais
Prefeitos de municípios alagoanos, por meio da Associação dos Municípios Alagoanos (AMA), iniciaram um debate sobre a criação de um teto para cachês de artistas contratados para festas municipais. A discussão surge diante do aumento expressivo nos valores cobrados por atrações nacionais, que em alguns casos chegam a R$ 1,5 milhão por apresentação.
A iniciativa tem como objetivo conter a inflação dos cachês, preservar o equilíbrio das contas públicas e evitar que recursos importantes para áreas essenciais sejam comprometidos com despesas excessivas em eventos festivos.
Segundo gestores municipais, os valores cobrados por artistas cresceram de forma acelerada nos últimos anos, gerando forte impacto no orçamento de cidades de pequeno e médio porte. Em muitos casos, contratações que antes eram consideradas viáveis passaram a representar um grande peso para as finanças municipais.
Outro ponto destacado pelos prefeitos é que cachês que anteriormente eram significativamente menores passaram a alcançar cifras milionárias, impulsionados principalmente pela forte demanda por grandes atrações durante períodos festivos.
Proposta de pacto entre municípios
Uma das propostas em debate é a criação de um acordo coletivo entre os municípios alagoanos, estabelecendo limites ou parâmetros para a contratação de artistas. A ideia segue exemplos de iniciativas semelhantes adotadas em outros estados do Nordeste, como a Bahia.
Os prefeitos destacam que a intenção não é acabar com festas populares, que movimentam a economia local e valorizam a cultura regional, mas sim garantir responsabilidade fiscal e equilíbrio nos gastos públicos.
Cenário de aumento nos custos
A discussão ocorre em meio a um cenário de aumento generalizado nos preços de atrações artísticas no Nordeste. De acordo com gestores, parte desse crescimento está relacionado à ampliação de recursos disponíveis para eventos, muitas vezes provenientes de emendas parlamentares, o que acabou elevando o valor de mercado dos shows.
Com o debate, os prefeitos buscam criar maior previsibilidade nos gastos públicos, evitando que o alto custo das atrações resulte no cancelamento de eventos ou na redução da programação festiva em diversos municípios.
A proposta segue em análise e deve continuar sendo discutida entre os gestores municipais nos próximos encontros promovidos pela AMA.




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